sábado, 5 de março de 2011

Congotronics vs. Rockers no Festival Músicas do Mundo de Sines

10 músicos congoleses vs. 10 músicos da cena alternativa: Konono n.º 1, Kasaï Allstars, Deerhoof, Juana Molina, Wildbirds & Peacedrums e Skeletons juntos em palco numa estreia absoluta em Portugal.

O projecto Congotronics vs. Rockers, que reúne no mesmo palco músicos ocidentais da cena alternativa e músicos congoleses da série “Congotronics”, é a primeira confirmação oficial do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011.

O espectáculo realiza-se no Castelo de Sines, na noite de 23 de Julho, e é uma estreia em território português.

A música baseada em instrumentos tradicionais electrificados artesanalmente de bandas como Konono n.º 1 e Kasaï Allstars (conhecidas colectivamente pela série de discos “Congotronics”) tem sido recebida de forma entusiástica pelo público, imprensa e artistas do rock alternativo.

Lançado no final de 2010, o disco duplo “Tradi-Mods vs Rockers: Alternative Takes on Congotronics”, é um tributo prestado por 26 artistas de rock e música electrónica às bandas da República Democrática do Congo.

Ao longo da Primavera e Verão de 2011, num conjunto seleccionado de palcos, entre os quais Sines, o público poderá ver uma versão ao vivo do projecto, através de um grupo composto por 10 músicos congoleses e 10 músicos de rock indie, que se juntam na criação de repertório novo onde os seus universos estéticos se cruzam.

Os 10 músicos da “equipa” Congotronics são provenientes dos grupos Konono n.º 1, conhecido pelas distorções progressivas dos seus “likembes” electrificados, e Kasaï Allstars, que se notabilizou pela reinvenção dos ritmos hipnóticos da música cerimonial congolesa.

Os 10 músicos ocidentais, os “Rockers” do conjunto, são Deerhoof, uma das bandas de referência da cena indie dos EUA, Juana Molina, cantautora argentina, Wildbirds & Peacedrums, duo pop experimental sueco, e Skeletons, outro grupo alternativo norte-americano, representado pelo seu líder, Matt Mehlan.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Flying Lotus




Fritaria musical dissonante e mesmo assim incrivelmente harmónica. Arranjos complexos em várias camadas, com pequenas surpresas por todo o lado. É com imenso talento que este artista de Los Angeles vem surpreendendo a indústria musical desde o seu primeiro trabalho em 2006. Tem tido uma evolução acentuada, o que culminou em 2010 com o EP Pattern + Grid World e o album Cosmograma. Este último tem a participação de Thom Yorke na faixa ...And the World Laughs With You (que pessoalmente aprecio mais que cerca de metade do último album dos Radiohead).

Como o talento também tem base genética, não me espantou quando soube que a família de Steven Ellison aka Flying Lotus tem um background musical. O seu tio-avô foi o grande visionário do jazz e lendário saxofonista John Coltrane, a sua tia-avó a multi instrumentalista Alice Coltrane que começou a incorporar no jazz tendências da música indiana e o seu primo é o saxofonista contemporâneo Ravi Coltrane.

Mas pavonear-se dos louros dos ascendentes é regra geral má ideia nos dias que correm, e Flying Lotus tem um estilo musical bastante amplo, que incorpora tanto a riqueza dos arranjos melódicos do Free Jazz (ex: Arkestry e German Haircut), como batidas mais uptempo (Recoiled) e uma mistura fantástica entre o plano sonoro de um sonho orquestrado e sons midi que parecem de um jogo da Nintendo do início dos anos 90 (drips/Aunties Harp). Até tem uma música chamada Table Tennis com voz de Laura Darlington (mulher do artista Daedalus que já tinha aqui referido) em que se ouvem efectivamente bolas de ténis de mesa a serem bombardeadas de um lado para outro ao som de uma voz calmante e melodia dissonante. Isto lembra-me o Pet Sounds dos Beach Boys em que se ouvem durante o album cães a ladrar e latas de refrigerante a bater umas nas outras.

O album e especialmente o EP, ao primeiro encontro parecem algo estranhos e difíceis de abordar, mas dêm-lhes algum tempo e ficam contagiados pela originalidade e variedade das composições. Ouvi os trabalhos pela primeira vez pouco antes do Natal e só agora é que fiquei verdadeiramente cativado pela sua riqueza e qualidade.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Homónimo de James Blake


Do reino unido chega-nos este disco relativamente conceptual, minimalista onde se misturam os silêncios com as batidas dubstep, e os sintetizadores com uma voz bem colocada. Captou a minha atenção nos media quando li sobre um "cantautor" que faz as suas músicas com grande influência dubstep, algo que na cabeça de muitos pode parecer algo descabido, mas de facto, funciona de maneira bastante agradável.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rei dos Membros


Saiu no dia 18 o novo álbum dos Radiohead. Não dei por nada na imprensa, foi a namorada que mo disse. Infelizmente, ao contrário do In Rainbows, este já não é oferecido gratuitamente. Pode ser adquirido comercialmente nos formatos digitais mp3 (7€) e wav (11€) ou a partir de 9 de Maio em formato jornal com 2 vinis 10" e imenso artwork em materiais biodegradáveis (36 a 39€).

Já ouvi e achei que com 8 faixas é comparativamente pequeno. Contudo se juntarem a isto os 2 singles lançados em 2009 - Harry Patch (In Memory Of) e These Are My Twisted Words - ficam com um album de 10 faixas como o Kid A de 2000.
A primeira música (Bloom) e a 4ª (Feral) não são grande coisa, a 2ª faixa (Morning Mr Magpie) demora o seu tempo a entrar no ouvido, o resto do album até está bom, contudo não se compara ao In Rainbows ou ao Kid A.

Acho que é o album mais estranho da banda, com ritmos assíncronos e bastante pouco melodioso, talvez até o mais fraco desde que lançaram o Pablo Honey em 1993, mas mesmo assim (e sem parcialidade por gostar da banda) muito melhor do que bastante coisa que tenho ouvido desde 2010.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Charles Bradley feat Menehan Street Band


Charles Bradey nasceu pobre em Brooklyn, NY há 63 anos. Viu um concerto de James Brown que mudou a sua maneira de encarar a vida. Saiu das ruas, começou um programa do governo para arranjar emprego como cozinheiro. Começou a actuar em bares e os seus colegas foram chamados para o Vietname. Trabalhou como chefe em Maine, NY num asilo psiquiátrico, no Alaska, Canadá e Califórnia (para onde foi de boleia com um tipo que lhe disse que tinha morto a mulher e filhos). Às tantas desistiu de andar às voltas e voltou para junto da família para Brooklyn e o sobrinho matou o seu irmão ao tiro. Nunca se esqueceu da música, e após anos de esforço conseguiu um contrato com a Daptone Records, a editora que tem feito um excelente contributo para manter o Soul vivo, já que a Motown após comprada pela Universal, hoje em dia só lança Hip Hop manhoso à la Nelly, Nicky Minaj, Akon etc.

A banda que gravou o album com Charles Bradley é um colectivo composto por membros dos Antibalas, dos Sharon Jones & The Dap Kings e dos Budos Band, que mistura sons do funk, soul e do afrobeat com tendencias modernas. Têm um excelente album de instrumentais de 2008, que hei de pôr aqui também.

Nste espantoso trabalho de estreia de Charles Bradley ele canta de amor e paixão, do sofrimento, das dificuldades que passou, de como é difícil singrar na sociedade americana para alguém sem posses e oportunidades. Tem uma voz sonante e profunda, timbre estrondoso e arrebatador e os Menehan Street Band dão um acompanhamento fantástico como esperava. O título do album, No Time For Dreaming, é alusivo a isto, já que o tempo em que Charles Bradley sonhava que poderia um dia ganhar a vida a cantar já passou, agora é a sua altura de celebrar e espalhar o charme da sua voz e mensagem.

Infelizmente nesta tour não vão actuar em Portugal, mas para o Silva, o irmão do Mike e o Cardim fica a recomendação de os irem ver às terras baixas no dia 18 de Fevereiro a Utrecht e no dia 19 a Amsterdão.




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vitorino e Janita Salomé







O meu pai pediu-me há tempos alguns trabalhos de Vitorino e Janita Salomé, ao que eu tive que o desiludir pois não tinha nada destes artistas em minha posse.

Pedi a um amigo e este enviou-me parte da discografia destes 2 aclamados irmãos de Redondo no Alentejo.

Como já vi os 2 ao vivo em diferentes ocasiões e tive sempre uma agradável surpresa e tendo em conta que trabalhos de bons artistas portugueses são algo difíceis de encontrar na net, aproveito para postar aqui.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

noiserv


Aqui está um conjunto de tralha do noiserv até agora. Isto inclui:

  • 65010-92 (EP)
  • Hundred Miles From Thoughtlessness (album)
  • B-sides
  • Ao Vivo no Teatro A Barraca
  • A Day in the Day of the Days

É tudo muito fácil de ouvir. O álbum é muito ao estilo de coisas como Iron & Wine, naquele estilo taciturno mas bem composto, bem produzido, mas com uma especial incidência em teclas.

Depois há umas coisinhas mais arrojadas, mas sem fugir às teclas - estou a pensar nos b-sides: são apenas duas músicas nessa pasta, uma versão dele próprio da Tokyo Girl e uma versão da Where is My Mind dos Pixies, que me lembra o Gomo.

Falta a música que talvez é a mais conhecida dele, Palco do Tempo, penso que seja a única em português até agora, e foi feita propositadamente para o filme José e Pilar. Por isso é a que deixo aqui como exemplo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Yeasayer lança album ao vivo


Chama-se Live at the Ancienne Belgique e foi gravado a 28 de Outubro de 2010.

Está disponível para descarregar no site oficial da banda e pagam o que quiserem, inclusivé nada.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

The Cinematic Orchestra


Estava eu muito bem em casa, sentada ao computador (como sempre) e de televisão ligada, quando oiço isto. 'Que música tão gira, de quem será?' pensei eu. Lá fui eu ao Google, 'aqcua di gioia giorgio armani commercial song' e descobri que é uma música chamada Arrival of the Birds, dos Cinematic Orchestra. Claro que fui logo sacar a música e depois de a ter ouvido vezes sem conta, decidi pesquisar sobre a discografia da banda e optei por sacar o primeiro álbum (Motion, 1999) para ver o que saía dali. Estava à espera que fosse bom, mas não pensei que fosse tão bom! Tem um estilo diferente da música do anúncio, mais jazz/electrónico/trip hop/qualquer coisa... Gostei muito!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Caribou

Dia 13 de Dezembro actua Caribou no Lux.

O projecto também já foi conhecido como Manitoba, mas teve que mudar de nome porque levou com um processo de Richard "Handsome Dick" Manitoba, vocalista da banda punk Dictators.

O tipo, de nome civil Daniel Victor Snaith, tem um background em Matemática com um PhD pelo Imperial College de Londres em Overconvergent Siegel Modular Symbols, conheceu o Kieran Hebden também conhecido como Four Tet e começou a fazer música.
De início mais de raíz electrónica e difícil aproximação, divergiu entretanto mais para o pop psicadélico. Ao 3º album, Andorra, de 2007, obteve um sucesso estrondoso que lhe valeu o Polaris Music Prize desse ano.

Em 2008 foi a Paredes de Coura e deu um dos concertos mais estrondosos e envolventes a que assisti. Na altura revoltou-me ter sido no palco secundário, mas nem isso conseguiu diminuir a magia daquele momento. Eram 4 elementos, dos quais o Daniel Snaith e outro artista na bateria. Entra-se em transe com a batida sincopada e os arranjos monstruosos.
Os albuns são fantásticos, e mesmo assim são amplamente superados pela experiência ao vivo.

Em 2010 lançou o album Swim novamente mais virado para a electrónica e voltou a ser nomeado para o Polaris Music Prize, numa lista que incluía Broken Social Scene e Owen Pallet, perdendo o prémio para os Karkwa. Já devem ter ouvido a Odessa na rádio ou num bar qualquer.

Agora em Dezembro espero vê-lo novamente num espaço com uma sonoridade sublime. Os bilhetes custam 20€ e o preço certamente valerá a experiência.

Para suscitar a vossa curisidade e aliciar-vos a virem também deixo-vos a discografia.


2001 - Start Breaking My Heart


2003 - Up In Flames


2005 - The Milk Of Human Kindness


2007 - Andorra


2010 - Swim


2010 - Swim Faixas Bonus

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Radical Face - Ghost




Um álbum experimental de um rapaz de nome Ben Cooper (da Flórida) que em 2007 decidiu dar corpo de música a onze histórias passadas dentro de onze casas. Algumas das histórias são relatadas do ponto de vista da casa. (sim casas, edifícios, aquela cena de tijolos, construções onde vivem pessoas).

Este álbum lembra-me Sigur Rós, mas bastante mais acessível. Eu gostei e recomendo.


PS: Mais uma vez a fonte de conhecimento foi um filme de bikes.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti

A pedido de várias familias, amigos, empresas e entidades estatais, aqui está o álbum que junta um fadista clássico da nossa praça e um distinto pianista com provas dadas numa impressionante carreira dedicada a um bocadinho de tudo, sendo o ex-libris a parceria com o Mário Laginha.

Neste álbum Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti dão o melhor do que fazem: o Carlos canta, o Bernardo toca piano. E é só isto. Não há efeitos, não há floreados, não há aldrabices. O que se ouve são dois músicos em plena sintonia a interpretar clássicos daqui e de além fronteiras.

Agora é esperar que se juntem numa sala, para ouvir isto com o mínimo de interferências digitais e electrónicas.

E esta versão do Zeca é um ganda vicio!!

domingo, 21 de novembro de 2010

The Clientele - Strange Geometry

Descobri esta banda por causa desta capa! Mais indie, nada de novo, mas aprecio o trabalho de produção e a leveza de cada música, muito 'ambience' - notável! Foi a este tipo de som que se agarraram e que os caracteriza actualmente. É talvez o melhor álbum, pelo menos o melhor cotado pelas críticas até aos dias de hoje dos Clientele. Apesar de já andarem nestas andanças desde o inicio dos anos 90. Ou melhor, desde 2000. Bom, a banda formou-se em 1991 mas só lançaram o 1º álbum há 10 anos atrás, basicamente porque não arranjavam ninguém que pegasse neles.

E agora parece que andam a tentar recuperar o tempo perdido: desde então já vão 5 ou 6 álbuns, 4 EPs e um mini-álbum desde ano. Ao longo de cada um não se têm propriamente reinventado e não saem muito do terreno seguro, o que faz com que até tenham boa reputação mas não são lá muito notados.

O único single deste álbum, Since K Got Over Me. A imagem não interessa um corno, mas a música vale a pena!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os misteriosos ficheiros midi do windows

Boas malta,
aqui vai uma pequena curiosidade (para quem não conhece ainda, eu acabei de descobrir), vão a seguinte directoria e abram o ficheiro mencionado:
C:\Windows\Media\onestop.mid

se alguém souber porquê a razão para a existência disto e dos outros (flourish.mid e town.mid), partilhe. Eu presumo que sejam Easter Eggs.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Top Ten Rough Trade 2010


O fim do ano já se aproxima e está na altura de começarem os balanços. A lista dos 100 melhores da Rough Trade pode ser consultada aqui.

Apple

Esta é a imagem que actualmente aparece no site da Apple.


Ou o meu nariz anda viciado, ou cheira a Beatles...

sábado, 13 de novembro de 2010

Recycling


Devem lembrar-se dos The Avalanches que apareceram em 2000 com o Frontier Psychiatrist e o Since I Left You do álbum homónimo. Na altura achei imensa piada, pois construíam música a partir de reciclagem de sequências de vídeos. Se ainda não conhecem, carreguem na imagem.

Hoje numa pesquisa por uns tantos blogs de música, descobri isto. Chama-se Wishery e tanto o vídeo como a faixa sonora são feitos a partir do rearranjo de trechos do filme Branca de Neve e os Sete Anões da Disney. Não percebi ainda se isto é um artista a solo, se é um colectivo criativo, mas de qualquer maneira podem ver e ouvir mais coisas no site do tubo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Carocha Van Halen

Esta pérola tem estado estacionada na Buraca!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

The Supreme Genius of King Khan and the Shrines


Cabeças de cartaz no último dia do Barreiro Rocks 2010. São uma banda constituida por uma porrada de elementos divididos entre o Canadá francês e a Alemanha, formada em 1999. Fazem lembrar por vezes Arthur Brown, com toques do funky-soul dos anos 70, com uma imagem à la Boney M, sendo ainda a banda de referência dos Black Lips! Os especialistas consideram isto soul psicadélico. Seja lá o que for é giro que se farta! O AMG dá-lhe 4 estrelas, a Pitchfork 7.5 valores em 10.

Já ouvi também o álbum anterior a este, What Is!, e é equivalentemente bom mas a puxar mais para o rock (a abrir!). Para a Pitchfork é ainda melhor, vale 7.9 na mesma escala anterior. Pode ser que apareça por aqui em breve.

Uma amostra do que se pode esperar destes tipos nas engrenagens da internet.

Barreiro Rocks 2010


King Khan And The Shrines
Com King Khan And The Shrines o festival de 2010 termina em beleza.
Desde 1999 que andam por aí mas só em 2007 com o lançamento de “What Is?!”, o reconhecimento foi global. Em 2008, assinaram pela editora do momento, a Vice Records, e editaram “The Supreme Genius of King Khan And The Shrines”, uma compilação que abriu portas para uma digressão pelos Estados Unidos.
É soul-funk psicadélico aquilo que o mestre de cerimónias King Khan vem debitar ao Barreiro, acompanhado por músicos brilhantes, entre eles o sexagenário Ron Streeter, percussionista que tocou ao vivo com Stevie Wonder, Curtis Mayfield e outras lendas do soul.
“I didn’t just want the audience to have an aural orgasm… I wanted an EYEGASM too!!!” - King Khan.

The Strange Boys
Como cabeças de cartaz de dia 12 vamos ter os brilhantes The Strange Boys. Depois de cinco anos de demos e digressões , estes jovens de Austin, atraíram a atenção da In The Red Records, onde viriam a editar, em 2009, o clássico “The Strange Boys And Girls Club”, álbum que os retiraria do anonimato e os levaria a tocar interminavelmente pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Já este ano, os Strange Boys editaram o segundo LP “Be Brave”, pura filigrana.
Em “Be Brave” juntam à dieta da compilação Nuggets, Velvet Underground e Black Lips, evidente no primeiro disco, uns pozinhos do melhor “paisley underground”, umas pitadas de Phil Spector, e uns salpicos de Luna.

Davila 666
A expectativa em relação ao concerto dos Davila 666 é semelhante à que tínhamos acerca dos Black Lips no festival de 2004. Será com toda a certeza mais um momento inesquecível para os que conseguirem entrar no Pavilhão dos Ferroviários.
Oriundos de Porto Rico, os Davila 666 viajam pela primeira vez para a Europa para terminar a digressão no Barreiro Rocks, concerto único em Portugal.
Dia 13 de Novembro o palco será pequeno para os Davila 666!

Demon’s Claws
King Khan disse: “You guys are the Rolling Stones and Black Lips are the Beatles.”
King Khan falava com o guitarrista dos Demon’s Claws...
Vêm de Montreal, Canadá, e daí, no que ao rock’n’roll interessa, só se espera coisa boa. Com os Demon’s Claws não há espaço para letras coerentes, solos virtuosos, melancolias. Vai ser Back from the Grave + Gibson Bros + 68 Comeback + Oblivians = CAOS! O que esperar de uma banda que tem o “cuidado” de gravar um álbum no dia 6 de Junho de 2006…

Nicotine’s Orchestra
Numa noite de luxo, não podia faltar a prata da casa. Um mês depois de editada a masterpiece “Ghosts and Spirits”, a Nicotine’s Orchestra vai debutar no Barreiro Rocks.
Do concerto, podemos esperar um desfile de temas que grandes mestres não desdenhariam ter criado. Confiram se é assim ou não em canções como: “Oh Night”, “Time”, “Sorrow” ou “Mighty River”.
Numa noite especial, com Nick Nicotine deambulando pelo palco, de instrumento em instrumento, e com parceiros à altura, a Nicotine’s Orchestra vai surpreender os menos atentos.

Ty Segall
Se existe perfeição no Lo-Fi ela tem um nome – Ty Segall. Vindo de San Francisco, o prolífico Ty Segall, apresenta-se no Barreiro Rocks, no formato power-trio, com um acervo musical respeitável. Desde 2008, entre álbuns, splits e singles, editou 17 discos. Se a quantidade é extraordinária, a qualidade é sublime. É só ouvir “Melted”, disco editado pela Goner Records. Este ano será difícil ouvir disco melhor.

Tiguana Bibles
Na segunda noite de Barreiro tudo começa com aquilo que poderia ser a banda sonora perfeita do próximo filme de David Lynch ou de Quentin Tarantino. Os Tiguana Bibles, novo projecto dos ex-Tédio Boys Victor Torpedo (guitarra) e Kaló (bateria), acompanhados por Pedro Serra (contrabaixo), Augusto Cardoso (guitarra e teclas) e Tracy Vandal (voz), vão inebriar-nos com a magistralidade das suas canções.

Tiago Guillul
O melhor de todos os Barreiro Rocks começa com Tiago Guillul, porta-estandarte da Flor Caveira, berço da melhor música que se faz em Portugal, em português. Melhor entre melhores, Tiago Guillul é panque-roque, pópe-roque, roque-enrole e vai divertir-se e divertir-nos na noite de sexta-feira. Será que vamos ouvir as geniais “São Sete Voltas Para a Muralha Cair”, “A Isabel é intelectual porque perdeu a virgindade na Feira do Livro”, “Tu beijas como uma freira”, “Canção para Rodrigo” ou “Tu tens o coração do tamanho do salmo 119?
E que tal “Barreiro Rock City”?
Obrigado, Tiago!

Guadalupe Plata
Os Guadalupe Plata vêm de Ubeda, Espanha, com grande andamento, ganho com a sua apresentação no SXSW de 2010. Os próprios definem-se assim:
“A borda da roda do poço oxidada de Hound Dog Taylor, a obscuridade de Skip James, o ritmo hipnótico de John Lee Hooker e R.L. Burnside, a loucura de Screamin’s Jay Hawkins, a doçura de Tampa Red, o slide assassino de Elmore James e a essência de Son House...”

Thee Vicars
Vêm de Bury St. Edmunds, Reino Unido, são muito jovens e, se tivessem nascido 50 anos antes, coexistiriam sem favores com os Yardbirds, Pretty Things, Downliner Sect, Sonics ou Standells.
É dos Thee Vicars, vencedores do“Best Punk Act at the UK Indy Music Awards”, em 2008, que estamos a falar.
Depois de algumas passagens por Portugal estreiam-se no Barreiro Rocks para um concerto que promete ser explosivo.