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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Boards of Canada - Tomorrow's Harvest





Daqui a uma semana estará cá fora o aguardado novo disco dos B.o.C !

Até lá, nada como dar uma espreitadela  ; )

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

The Dark Knight Rises OST


Hans Zimmer é um incontornável grande nome no mundo das bandas sonoras de filmes de Hollywood.

Habituei-me agradavelmente ás suas bandas sonoras ricas em sons variados que complementam os filmes de Christopher Nolan. A sua carreira extravasa o curto trabalho deste realizador, mas para mim é com ele que se realça.

As paisagens sonoras dos ambientes de Nolan são pura poesia, e para culminar a trilogia de Batman, Zimmer faz esta obra notável. Vou falar um bocadinho sobre o filme em si, que recentemente revi. De ante-mão sabia que seria um grande filme, os dois terços anteriores da trilogia assim o eram, e este tinha tudo para mais uma vez me encher as expectativas. Para não variar fiquei maravilhado com um espectáculo onde se espreme o melhor que Hollywood tem para oferecer. Mas acima de tudo a música envolvente deste trabalho revelou-se fulcral, distinta e decisiva. Não é comum dar-se tanto por ela, e para mim foi um elemento presente desde início. Funcionou como um prolongamento da paisagem, mas não uma mera entediante planície. Eram montanhas épicas, rios gelados, densas florestas... enfim, o que lhe queiram chamar, que não está ali apenas a ocupar espaço, mas sim a chamar a atenção pelas melhores razões.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Django Django - Django Django



O disco de apresentação desta banda tem andado em repetitivas repetições repetidas em loop no zumbido dos meus headphones, ou de outra pessoas, mas sou eu que os uso. Agrada-me as influências, principalmente dos The Beta Band, e acima de tudo a mistura de sons que se traduzem em faixas muito ritmadas com vozes a lembrar os velhinhos Beach Boys.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Impulsive Habitat


Esta editora sediada na internet disponibiliza a obra dos seus artistas de forma gratuita. Entre os sons destacam-se géneros como música concreta, ambiente e experimental. Vale a pena dar uma vista de olhos ao seu website, que está bastante agradável e cedo nos espeta com uma dose de agradáveis sonoridades pela cabeça a dentro.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Nouvelle Vague - Band à Part


Venho aqui desenterrar um clássico da música do século XXI. Com 5 anos de vida, este álbum sabe sempre a fresco acabadinho de colher devido ao extremo bom gosto presente nos arranjos, sonoridades, vozes e escolhas musicais. Pegando em músicas dos mais diversos recantos do nosso espectro musical, reúne grandes temas de enormes bandas totalmente mistificados numa aura lounge-jazz-chill levando qualquer um a entrar no ritmo e cantarolar muitas das faixas. Acima de tudo faz-me lembrar o valor que as versões originais têm e a forma como são brutalmente adulterados é inadvertidamente agradável! Recomenda-se como pano de fundo de uma paisagem a que possamos chamar Casa.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vai um passinho de dança?




Duas faixas muito dançáveis oriundas desta e da outra margem do Atlântico!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Tinariwen - Tassili



Este é o último álbum deste ano dos tuaregs Tinariwen.

Talvez eu, por estar completamente ocidentalizado e não ter o ouvido preparado, não seja a melhor pessoa para fazer uma crítica. Contudo, para não deixar aqui um espaço em branco, vou dizer o que acho: isto é um bocado como as chinesas, são todas iguais. Lá está, se for um chinês a olhar para as chinesas já as vê de outra maneira, porque, tal como para a música, tenho os padrões referentes à minha localização geográfica.

Mas sou um curioso e gosto de conhecer coisas exóticas, e é por isso que ainda me atrevo a ir ao Martim Moniz ou a ouvir coisas de lá longe.

Neste caso são tuaregs nómadas, mas dado que em 2007 ganharam não sei quantos prémios de world music em não sei quantas world rádios e world revistas e world festivais e tiveram reconhecimento público de world figuras como o Santana, o Bono Vox e o Thom Yorke, eu penso que eles próprios também já devem ter ganho o prefixo world antes do nome, pois nos últimos anos devem ter ido ao deserto tantas vezes como eu.

Por falar em deserto, faz-me confusão como é que eles tocam instrumentos elétricos, isto é, uns nómadas do deserto não devem ter uma tomada sempre à mão...

Voltando ao CD, aqui está uma bela embalagem virtual com um CD bónus com 4 musicas extra. E apesar de serem todas iguais, ouve-se muito bem!


O single chama-se Tenere Taqhim Tossam e até tem um video de apresentação:


 

PS: Nem de propósito: «"Tassili" será apresentado ao vivo, no próximo dia 4 de Outubro, no Teatro Municipal de Vila do Conde, no âmbito do espectáculo integrado no projecto Estaleiro. O preço dos bilhetes varia entre os 16€ (balcão) e os 18€ (plateia).»

sábado, 20 de agosto de 2011

Ayarkhaan - Sounds of Ancient Land of Olonkho

Do que vi, foram "a cena" do festival. Completamente fora de qualquer coisa a que estivesse habituado! Estas 3 moças conseguem regurgitar sons enquanto têm um berimbau metálico a fazer barulho e com isto por recriam paisagens sonoras que vão lá das montanhas à fauna local.

Como uma imagem vale mais que mil palavras, 60 imagens por segundo valem muito mais, portanto fica aqui um pequeno excerto do concerto em Sines.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Aziz Sahmaoui & University of Gwana


Ora aqui está uma agradável surpresa! Estes tipos devem ter sido dos que mais gostaram do festival de Sines este ano: eram para actuar ao inicio da tarde, mas como os cabeças de cartaz Sly & Robbie queriam ir embora mais cedo, o alinhamento no último dia foi alterado et voilà, sem saberem bem porquê o Aziz & Co. acabou por ser a atração principal da noite, ficando com as honras do tradicional fogo de artifício.

E para mim, na condição de espetador pagante, foi (muito) melhor! Não só porque tenho uma embirração natural com reggae, como não acho que seja o tipo de música adequada para o fogo de artificio, e como também estes tipos fizeram uma bela festa!

Deixaram o tema em crescendo Ana Hayou para a segunda música e a pirotecnia ficou assim muito mais composta, muito mais alegre! Assim sim, assim vale a pena!

Passando agora para o álbum, gostei muito de ouvi-lo. Talvez por ainda estar com restos na memória de sábado passado, ou talvez porque é mesmo giro: música animada do Magreb com não sei quantos tipos de outros tantos países e alguns instrumentos que não sei o nome.

Como exemplo, a própria Ana Hayou.

TV On The Radio


A semana passada soube que Gerard Smith, baixista e teclista dos TV On The Radio sucumbiu ao cancro com 36 anos.

Quando vi isto fiquei bastante triste. Uma tristeza maioritariamente egoísta, pois junto à notícia do óbito estava escrito que a banda ainda não tinha planos para o futuro após esta tournée. Contudo, acho muito louvável continuarem as actuações prometidas. É uma excelente honra à sua memória e quem os viu no Alive certamente que agradece. Vi-os no SBSR em 2007 e foi muito provavelmente o melhor momento musical do ano para mim. Não via ninguém a dançar e cantar como Tunde Adepimbe desde Thom Yorke em 2002 no Coliseu dos Recreios.

Como os bilhetes para o Alive deste ano estavam caríssimos, desliguei da banda por meses desde que soube que faziam parte do cartaz. Sou teimoso e não quis saber absolutamente nada da minha banda preferida no meio daquele lineup todo que não iria ver. Não acompanhei notícias, não vi a crítica ao concerto, nem a setlist consultei. O novo albúm, saído em Abril, mal o ouvi.

Entretanto encontrei o concerto que deram este ano em Glastonbury transmitido na TV britânica. A Staring At The Sun tem uma energia fantástica e a Province tem uns arranjos muito engraçados. Acabam a actuação com um tributo a Ray Parker Jr. Gosto dessa humildade e da alegria que isso transmitiu ao público, que diga-se de passagem, após anos a ver e a observar o público lusitano, é mesmo assim uma valente merda. Não faço o upload porque são perto de 1GB mas prometo uma fonte por tempo indefinido.

Enquanto o download não acabava vi o fabuloso filme que a banda fez do Nine Types Of Light. Totalmente gratuito no youtube e em 1080p se quiserem. Gosto particularmente do vídeo da Repetition, da retrospectiva da banda com o então ainda vivo Gerard Smith durante a Killer Crane e obviamente do fim: Love, peace, and TOTAL ANNIHILATION! Parafraseando um comentador do tubo: That was a whole hour of awesome!

Rest In Peace Gerard Smith, a whole life of awesome.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mário Lúcio - Kreol


Como já se estava à espera, agora vão começar a aparecer aqui alguns álbuns de tipos que actuaram em Sines nas duas últimas semanas.
E o primeiro a ter as honras de aparecer aqui com o álbum em nome próprio é o shôr ministro, que apresentou o álbum do ano passado "Kreol".

Começando pela capa, não deixo de considerar a montagem um tanto ou quanto infeliz. Por alguma razão olho para esta imagem e parece-me que o Neno se pôs a cantar Júlio Iglesias. Felizmente lá dentro não é nada disso! Contudo o concerto foi muito mais giro que o álbum...

O que salta logo à vista é a quantidade de participações entre as quais destaco a Teresa Salgueiro, Cesária Évora e Milton Nascimento. Não por serem as melhores, mas por serem as únicas que conheço.
De resto o álbum está bem montado, bem produzido, o tipo canta bem, muito fácil de ouvir... demasiado até. Estava a espera de um bocadinho mais de Cabo Verde nisto. É um conjunto de canções para se ouvir ao domingo enquanto se lêem os artigos de opinião do Expresso, ou para estar a tocar de fundo numa festa de abstémios de meia idade.

A história do tipo é mais interessante que o álbum, portanto vou fazer um pequeno resumo da vida dele: nasceu no Tarrafal, estudou direito em Cuba, meteu-se na política.
Interessante hein!?

VA - FMM SInes 2011


Mais um ano de músicas com espírito de aventura, e em 2011 de volta com os CDs de apresentação das bandas, que no ano passado ficaram esquecidos por causa da crise. CD duplo,digipack, 30 músicas 5€. Já paguei 3 vezes mais por 3 vezes menos...

Dentro destes dois donuts de plásticos há mais variedade de instrumentos que no Campo de Santa Clara a um sábado de manhã, ao preço de um polifónico dos 8 melhores temas dos REM em pan pipes. E nem que fosse só essa variedade já estava assegurado algum sumo. Mas há muito mais que isso.

Há Portugal China Japão Rússia Grécia Brasil Índia Alemanha França Marrocos cada um para seu lado e às vezes alguns misturados. Até aqui nada de novo para quem já ouviu as edições anteriores. É dificil apontar surpresas num conjunto de canções que pretendem, quase por definição, ser surpreendentes. Ainda assim posso realçar os Le Trio Joubran da Palestina numa sopa de sons com o alaúde em destaque, os Dissidenten que já são mais velhos que eu e que o próprio vencedor do Último a Sair tem uma versão muito conhecida no Brasil duma música deles, a bate-pé de Mário Lúcio, ministro da cultura de Cabo Verde, o experimental dos Deerhoof, o trio da República da Iacútia Ayarkhaan que fariam o Stockhausen ir as lágrimas, o grande mestre chinês-folk-indie Mamer, o boogie-jazz português dos L.U.M.E.... isto são só nomes e podia dizer muitos mais, mas isso não interessa nada. O que interessa é ouvir!

Pode ser que alguns destes nomes tenham direito ao seu próprio post um dia destes!

Como exemplo de uma música que se pode encontrar aqui fica a Legend of the Creation of the World, numa interpretação interessante a solo de uma das moças do trio Ayarkhaan.

E, para quem não foi a Sines, este é o resultado disto multiplicado por três.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Thurston Moore - Demolished Thoughts


Novo álbum de Thurston Moore, para desanuviar dos feedbacks e das distorções dos Sonic Youth. Aliás, este álbum é praticamente anti-Sonic Youth (não no sentido de ser contra os SY, mas no sentido de ser praticamente o contrário). Talvez tenha a ver com a idade ou com os novos tempos ou porque quer fazer coisas novas ou para explorar outras vertentes da sua criatividade ou apenas porque pode.

Musiquicas bem compostas e arranjadas (nota-se que o Beck andou aqui a fazer uma limpeza), sossegadas que ficam bem com um chá verde, biscoitos de manteiga caseiros enquanto chove chuva lá fora. Mas também é giro no Verão, sobretudo se for de noite numa sala como a Aula Magna com o tipo lá a frente a tocar... isso é que era!

Para meter rótulos (para os mais novos, "tags"): new american folk, indie (pois claro!), Nick Drake, Sun Kil Moon, Josh Ritter e semelhantes. Só coisas boas!

Já agora, enquanto estava a escolher uma música de exemplo, apareceu-me um belo momento 90s. Trata-se de uma pequena entrevista que o então jovem Beck (o produtor deste album) deu há 17 anos atrás a... Thurston Moore!

Entrevista

Como amostra, por nenhuma razão em particular, escolhi a Benediction

segunda-feira, 9 de maio de 2011

6 - Ode ao Dia


Por vezes, mais próximo do que julgamos, surgem projetos que tanto de solitários como de corajosos nos conseguem surpreender.
Uma miscelânea de sons, de influências, ideias, melodias, e, escondida nas cortinas de som, a vontade de apresentar e partilhar uma visão, transportando a língua portuguesa por novas sonoridades e estilos para contar a sua própria estória, é um EP que merece ser explorado, e os detalhes apreciados.
Por enquanto o projeto conta apenas com um elemento, e procura pessoas com quem partilhar e divulgar esta ideia.

O download deste EP (e toda a informação essencial sobre o projeto) está diponível gratuitamente na página oficial.

sábado, 16 de abril de 2011

Junip


Aqui uma das bandas que vai actuar no Super Bock Super Rock 2011 no dia 15 de Julho. Chamam-se Junip, e pelo menos um dos elementos deste blog conhece. O colectivo sueco é composto por José González, Elias Araya e Tobias Winterkorn.

Possivelmente já ouviram o trabalho a solo de José González, que ficou bastante famoso ao fazer a banda sonora de um anúncio da Sony com uma cover da Heartbeats dos também suecos The Knife (aqui a versão original).

Têm ao todo 3 EPs desde 2005 e 1 album de 2010, o Fields.

O som é bastante tranquilo e low fi, um pouco mais upbeat que o trabalho a solo de González. Por vezes lembra-me Zero 7. Especialmente adequado na minha opinião para um cartaz do tipo do SBSR deste ano, ideal para apreciar num estado de espírito moderadamente alterado e feliz.

Aqui 2 canções da banda que estão no tubo:


In Every Direction que tem sido a minha música mais ouvida nestas últimas 2 semanas.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Flying Lotus




Fritaria musical dissonante e mesmo assim incrivelmente harmónica. Arranjos complexos em várias camadas, com pequenas surpresas por todo o lado. É com imenso talento que este artista de Los Angeles vem surpreendendo a indústria musical desde o seu primeiro trabalho em 2006. Tem tido uma evolução acentuada, o que culminou em 2010 com o EP Pattern + Grid World e o album Cosmograma. Este último tem a participação de Thom Yorke na faixa ...And the World Laughs With You (que pessoalmente aprecio mais que cerca de metade do último album dos Radiohead).

Como o talento também tem base genética, não me espantou quando soube que a família de Steven Ellison aka Flying Lotus tem um background musical. O seu tio-avô foi o grande visionário do jazz e lendário saxofonista John Coltrane, a sua tia-avó a multi instrumentalista Alice Coltrane que começou a incorporar no jazz tendências da música indiana e o seu primo é o saxofonista contemporâneo Ravi Coltrane.

Mas pavonear-se dos louros dos ascendentes é regra geral má ideia nos dias que correm, e Flying Lotus tem um estilo musical bastante amplo, que incorpora tanto a riqueza dos arranjos melódicos do Free Jazz (ex: Arkestry e German Haircut), como batidas mais uptempo (Recoiled) e uma mistura fantástica entre o plano sonoro de um sonho orquestrado e sons midi que parecem de um jogo da Nintendo do início dos anos 90 (drips/Aunties Harp). Até tem uma música chamada Table Tennis com voz de Laura Darlington (mulher do artista Daedalus que já tinha aqui referido) em que se ouvem efectivamente bolas de ténis de mesa a serem bombardeadas de um lado para outro ao som de uma voz calmante e melodia dissonante. Isto lembra-me o Pet Sounds dos Beach Boys em que se ouvem durante o album cães a ladrar e latas de refrigerante a bater umas nas outras.

O album e especialmente o EP, ao primeiro encontro parecem algo estranhos e difíceis de abordar, mas dêm-lhes algum tempo e ficam contagiados pela originalidade e variedade das composições. Ouvi os trabalhos pela primeira vez pouco antes do Natal e só agora é que fiquei verdadeiramente cativado pela sua riqueza e qualidade.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rei dos Membros


Saiu no dia 18 o novo álbum dos Radiohead. Não dei por nada na imprensa, foi a namorada que mo disse. Infelizmente, ao contrário do In Rainbows, este já não é oferecido gratuitamente. Pode ser adquirido comercialmente nos formatos digitais mp3 (7€) e wav (11€) ou a partir de 9 de Maio em formato jornal com 2 vinis 10" e imenso artwork em materiais biodegradáveis (36 a 39€).

Já ouvi e achei que com 8 faixas é comparativamente pequeno. Contudo se juntarem a isto os 2 singles lançados em 2009 - Harry Patch (In Memory Of) e These Are My Twisted Words - ficam com um album de 10 faixas como o Kid A de 2000.
A primeira música (Bloom) e a 4ª (Feral) não são grande coisa, a 2ª faixa (Morning Mr Magpie) demora o seu tempo a entrar no ouvido, o resto do album até está bom, contudo não se compara ao In Rainbows ou ao Kid A.

Acho que é o album mais estranho da banda, com ritmos assíncronos e bastante pouco melodioso, talvez até o mais fraco desde que lançaram o Pablo Honey em 1993, mas mesmo assim (e sem parcialidade por gostar da banda) muito melhor do que bastante coisa que tenho ouvido desde 2010.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Charles Bradley feat Menehan Street Band


Charles Bradey nasceu pobre em Brooklyn, NY há 63 anos. Viu um concerto de James Brown que mudou a sua maneira de encarar a vida. Saiu das ruas, começou um programa do governo para arranjar emprego como cozinheiro. Começou a actuar em bares e os seus colegas foram chamados para o Vietname. Trabalhou como chefe em Maine, NY num asilo psiquiátrico, no Alaska, Canadá e Califórnia (para onde foi de boleia com um tipo que lhe disse que tinha morto a mulher e filhos). Às tantas desistiu de andar às voltas e voltou para junto da família para Brooklyn e o sobrinho matou o seu irmão ao tiro. Nunca se esqueceu da música, e após anos de esforço conseguiu um contrato com a Daptone Records, a editora que tem feito um excelente contributo para manter o Soul vivo, já que a Motown após comprada pela Universal, hoje em dia só lança Hip Hop manhoso à la Nelly, Nicky Minaj, Akon etc.

A banda que gravou o album com Charles Bradley é um colectivo composto por membros dos Antibalas, dos Sharon Jones & The Dap Kings e dos Budos Band, que mistura sons do funk, soul e do afrobeat com tendencias modernas. Têm um excelente album de instrumentais de 2008, que hei de pôr aqui também.

Nste espantoso trabalho de estreia de Charles Bradley ele canta de amor e paixão, do sofrimento, das dificuldades que passou, de como é difícil singrar na sociedade americana para alguém sem posses e oportunidades. Tem uma voz sonante e profunda, timbre estrondoso e arrebatador e os Menehan Street Band dão um acompanhamento fantástico como esperava. O título do album, No Time For Dreaming, é alusivo a isto, já que o tempo em que Charles Bradley sonhava que poderia um dia ganhar a vida a cantar já passou, agora é a sua altura de celebrar e espalhar o charme da sua voz e mensagem.

Infelizmente nesta tour não vão actuar em Portugal, mas para o Silva, o irmão do Mike e o Cardim fica a recomendação de os irem ver às terras baixas no dia 18 de Fevereiro a Utrecht e no dia 19 a Amsterdão.




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vitorino e Janita Salomé







O meu pai pediu-me há tempos alguns trabalhos de Vitorino e Janita Salomé, ao que eu tive que o desiludir pois não tinha nada destes artistas em minha posse.

Pedi a um amigo e este enviou-me parte da discografia destes 2 aclamados irmãos de Redondo no Alentejo.

Como já vi os 2 ao vivo em diferentes ocasiões e tive sempre uma agradável surpresa e tendo em conta que trabalhos de bons artistas portugueses são algo difíceis de encontrar na net, aproveito para postar aqui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

noiserv


Aqui está um conjunto de tralha do noiserv até agora. Isto inclui:

  • 65010-92 (EP)
  • Hundred Miles From Thoughtlessness (album)
  • B-sides
  • Ao Vivo no Teatro A Barraca
  • A Day in the Day of the Days

É tudo muito fácil de ouvir. O álbum é muito ao estilo de coisas como Iron & Wine, naquele estilo taciturno mas bem composto, bem produzido, mas com uma especial incidência em teclas.

Depois há umas coisinhas mais arrojadas, mas sem fugir às teclas - estou a pensar nos b-sides: são apenas duas músicas nessa pasta, uma versão dele próprio da Tokyo Girl e uma versão da Where is My Mind dos Pixies, que me lembra o Gomo.

Falta a música que talvez é a mais conhecida dele, Palco do Tempo, penso que seja a única em português até agora, e foi feita propositadamente para o filme José e Pilar. Por isso é a que deixo aqui como exemplo.