quarta-feira, 14 de julho de 2010
Festival Termómetro
domingo, 11 de julho de 2010
Melody Gardot
Numa longa noite de verão enquanto fazia zapping pela TV deparo-me na RTP 2, sempre na sua temática de cultura, a qual não tenho nada contra, com um som harmonioso.
QUE RAIO? - Pensei eu, ainda zonzo do dia anterior do ALIVE2010 e alguns concertos que não corresponderam às expectativas...
MAS QUE SOM PURO E PERFEITO É ESTE? - Talvez causado pelo romantismo de uma noite quente e vestígios de ainda algum álcool...
Deparei-me com um documentário sobre esta artista no qual fiquei agarrado durante a inteira duração, algo raro para mim enquanto vejo televisão. A complexa simplicidade do jazz e blues muitas vezes cativa-me portanto é natural ter uma tendência para gostar disto.
A ausência de gritos que chamam cantar ou de guitarras a rasgar com uma bateria a marcar o ritmo que nem uma marcha militar dos tempos modernos foi uma lufada de ar fresco. Não me censurem porque sou o primeiro a gostar disso mas por vezes sabe bem desacelerar e apreciar...
Melody Gardot era o nome desta musa da noite. Actualmente com 24 anos mostra uma maturidade nada comum talvez fruto do acidente que sofreu aos 19 anos e a marcou profundamente. Talvez não. Nunca saberemos.
O acidente:
Enquanto andava de bicicleta foi atropelada por um jipe que não parou num sinal vermelho.
Resultado:
"In the accident she suffered serious head and spinal injuries and her pelvis was broken in two places. Because of these severe injuries she was confined to her hospital bed for a year and had to remain lying on her back. As a further consequence of her injuries she had to re-learn simple tasks such as brushing her teeth and walking. The most noticeable effect of the neural injuries she suffered is that she was left hyper-sensitive to both light and sound, therefore requiring her to wear dark sunglasses at nearly all times to shield her eyes. The accident also resulted in both long and short term memory problems and difficulty with her sense of time."
Começou a escrever e tocar música como forma de terapia para melhorar as capacidades motoras e nunca mais parou.
A razão do documentário terá tido a ver com a presença da cantora no passado dia 7 no CCB que para pena minha nos terá passado ao lado.
Uma das músicas que mais gostei foi esta
Your heart is as black as night
Espero que gostem!
sábado, 10 de julho de 2010
Dissertação Sobre o Espectro Hertziano Nacional

A RFM, por seu lado, está agora a querer apostar no público jovem! Basta ouvir um pouco da emissão, ou até mesmo visitar o site e percebe-se que estão em fase de metamorfose: agora tratam as pessoas na 2ª pessoa do singular!! Mas ainda não estão muito habituados, então por vezes há baralham-se, como se vê na imagem seguinte (tirado do site da RFM agora mesmo):

A RFM pertence ao grupo da Rádio Renascença, que é um bocado como o PCP: enquanto houverem velhos vai existir. Continua a transmitir as missas e falam devagarinho e passam músiquinhas calminhas, ideal para ouvir no lar. Mas no grupo da Renascença há também espaço para os mais novos, com a Mega FM, que agora se quer chamar Mega Hits ou sei lá, mas que vendo bem as coisas é irritantemente igual à Cidade FM. E como o grupo da Renascença ficou com ciúmes da Media Capital, arranjou também uma rádio com música fácil dos antigamentes mas para os ainda mais velhos, com um nome espirrado por alguém que manda naquilo: Rádio SIM, cujo slogan é "Assim, sim.".
Também para velhos e saudosistas temos a Rádio Amália, outrora a Rádio Nova Antena, que também tem o seu grupinho: grupo Luso Canal. Este grupo decidiu apostar nas minorias e sair da disputa da colossal Media Capital e grupo Renascença. Assim, para além duma rádio de fados têm também a Rádio Marginal, a Oxigénio e a Radar, e como também precisam de ganhar dinheiro vão mantendo a rádio Capital.
Conclusão, tirando a insuportáveis rádios locais, isto está tudo minado de grupos e grupinhos a controlar o que nos chega aos ouvidos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Selos

O rock português vai ser homenageado pelos CTT através de uma edição especial de selos. Entre outros, vão figurar nos selos capas como "A Lenda de El-Rei D. Sebastião", do Quarteto 1111, "Ar de Rock", de Rui Veloso, "Psicopatria", dos GNR, "Wolfheart", dos Moonspell ou "Heróis do Mar", dos Heróis do Mar.
A edição especial contou com a coordenação do radialista Luís Filipe Barros e será colocada à venda a partir do dia 19 de Julho, noticia o Correio da Manhã.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Peach

Conheci esta banda através dos TOOL que no seu álbum "Salival" apresentam uma cover dos Peach, "You Lied".
Trata-se de uma banda Inglesa dentro do mesmo género, Industrial Progressivo. Para os amantes de TOOL (como é o meu caso) de certo irão apreciar, para os outros, bem... dêm uma oportunidade aos tipos que vale a pena!
Hoje em dia continuam a sua carreira músical, tendo o nome PEACH sido alterado para SUNS OF TUNDRA, para uma informação detalhada sobre a banda, consultem este artigo da Wikipedia.
O álbum em si data de 1994, reeditado em 2000. Nele poderão encontrar também uma cover da "Catfoot" dos míticos KING CRIMSON.
Deixo-vos aqui o video da música "Naked" -----> Peach - Naked
Podem ouvir também a versão da música "You Lied" pelos TOOL ----> Tool - You Lied
E a original ----> Peach - You Lied
Já agora a versão da "Catfoot" ----> Peach - Catfoot
E como não poderia deixar de ser ----> King Crimson - Catfoot
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Teimoso
Vejam o video ---> Samuel Úria- Teimoso
---> Samuel Úria - Teimoso (LIVE)
E aqui fica a letra:
"Eu nunca fui do prog rock
Eu já nasci depois do PREC
Tarde demais pra proto-punk
Branco demais pra ser do rap
Eu nunca fui do prog rock
Sou neo-retro redneck
Nasci num antro só de enters
Já não sei carregar no rec
Eu nunca fui do prog ro-o-ock
Só se o prog rock for o Beck
Nasci quando Bob renasceu
E o Tom gravou o “Heartattack”
Eu nunca fui do prog rock
Já nem sei carregar no rec
Rewind corre pros meus ouvidos
Fast fowards fora do meu leque
Teimoso que nem um moleque
Teimoso que nem um moleque
Teimoso que nem um moleque
Teimoso que nem um moleque"
domingo, 27 de junho de 2010
Posto de Urgência
esqueci-me de pôr isto aqui antes, e já perdi um bocado. Ainda assim quem ainda for a tempo carregue nesse link para ver um concerto do Paul McCartney em stream, qualquer coisa para beneficiência. Começou há cerca de uma hora, ainda há pelo menos outra para se ver... e já se sabe que as melhores ficam para o fim!!
A Marca de uma Geração

Vinha no carro a ouvir Alice in Chains e deu-me uma súbita nostalgia. É fantástico como cada geração conserva em si memórias de bons tempos , presentes nas ondas sonoras dos registos fisícos ou digitais.
Sem dúvida alguma, a música sempre fez parte de nós desde muito pequenos, crescemos com ela, desenvolvemos um estilo, um intelecto... somos o que ouvimos e cada vez mais reparo nesses pequenos pormenores e mesmo em grupos sociais nota-se um padrão. A música, de todas as artes é aquela capaz de unir povos, culturas de uma forma harmoniosa, algumas até capazes de nos ensinar, outras libertam as nossas energias negativas.
Na verdade não acrescentei nada de novo, mas apenas queria prestar esta pequena homenagem a essa arte que nos fez criar o blog e que todos os dias nos acompanha, criando a banda sonora desta peça a que chamamos vida.
I choose Rock |..|_
sábado, 26 de junho de 2010
The Fools - Psycho Chicken

Descobri isto ontem no programa 'à noite o mundial'. Há qualquer coisa de genial nesta música!
O video pode ser visto aqui.
Life Sucks... Then You Die - The Fools
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Diabo na Cruz
The Jim Jones Revue
Inicio da noite, cerca das 22h. Notava-se que o Bairro Alto começara a receber os peregrinos em romaria dispostos a loucura e excessos. Espantados com portas abertas mais cedo que o costume, entramos no bar, sentamo-nos e pedimos umas cervejas. Entre conversas, as colunas emitiam ondas de um Rock n Roll com uma energia poderosa. Acendi um cigarro, bebi mais um gole, pelo Rock. Levantei-me e dirigi-me ao "senhor do bar", perguntei-lhe que melodia era aquela, que energia contagiante os meus ouvidos absorviam! "The Jim Jones Revue" disse-me ele. Deu-me um papel com o nome e prossegui a minha noite. O resto é história, mas sem dúvida alguma estes senhores que aqui vos trago, são dotados de um Punk/Rock/Blues bastante bom e recomendo.Video: Rock and Roll Psychosis
My Bloody Underground

Já aqui foi referida a banda pelo camarada bst, portanto não iria adiantar nada ao falar dela, deixo sim, para os mais distraídos, um álbum destes senhores, datado de 2008 e sem dúvida um belíssimo álbum.
Enjoy!
domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Indie em Frente

Há umas semanas atrás fui com uma data de gente, inclusive membros aqui do blog a uma festa no Lx Factory. Fiquei curioso com o flyer que recebi, pois constavam lá nomes de bandas a tocar como os LCD Soundsystem, Prodigy, Sonic Youth, Joy Division, Iggy Pop, etc.
Estou a ficar um pouco farto de ir a festarolas com a chamada "gente gira", com DJs da tanga que não sabem fazer umas passagens e cujo gosto musical se resume exclusivamente a hits techno, house com gajas a gemer e a merda dos anos 90 que nem no Kremlin passa hoje em dia. Fui lá com expectativas moderadas e devo dizer que foi o melhor som que já ouvi numa festa. As bebidas são relativamente baratas (ao contrário dos 10€ que paguei por 1 vodka da última vez que entrei no BBC), é apelativo mesmo para quem tem asco a discotecas pelo som que passa e reúne ali uma boa centena de pessoas que se junta com o propósito de dançar aquilo de que realmente gosta e o único problema é ser um pouco quente. Mas isso tem solução, pois pode-se entrar e sair à vontade do espaço e mesmo em frente existe uma livraria aberta até às 3-4 da manhã, com jola mais barata e com espaço para ler todo o espólio ali existente. De poesia de Edgar Allen Poe, passando por livros acerca da importância do falo no desenvolvimento dos hieroglifos, a um livro autografado HR Giger das suas obras em que descreve o sonho que teve enquanto mijava, etc. E sinceramente, ao contrário da FNAC apela à leitura, pois tem imensos lugares para o fazer e até se pode fumar lá dentro!
Bem, lembrei-me de publicar isto porque recebi um mail da newsletter dos gajos do indie em frente que diz o seguinte:
Depois de um fim de semana de pimbalhada e bailarico (que não nos levem a mal que também apreciamos), que tal uma noite IndieemFrente para desenjoar?
O IndieemFrente volta à LX FACTORY a 19 de Junho para uma última festa... antes das férias de Verão, lá está! Em Setembro voltaremos mais frescos e bronzeados para retomar a nossa programação.
Para sábado, 19 de Junho, contem com uma noite de música alternativa onde cabe o melhor dos 80's e a actualidade do indie e electro rock. Da invicta chega-nos o convidado especial Rock'man Beat que irá dividir os pratos com o anfitrião, Artur Durand. Uma noite que promete, mas em caso de alguma hesitação é só confirmar pelo cartaz as bandas que irão ouvir.
Esperamos pela vossa presença, boa disposição e vontade de dançar habitual. Nós tratamos do resto.
O encontro fica marcado no Lisboa Casting Club às 00h00.
Até lá!
Um GRANDE ABRAÇO…
Artur Durand
Eu pessoalmente não posso, mas na próxima lá estarei, porque sinceramente prefiro gastar o meu dinheiro ali que num sítio todo fashion ao dobro do preço a ouvir puntz puntz em repeat.
Fuck Buttons

Banda inglesa de Bristol, deram ontem à noite um concerto no Lux. Do caralho!
O som é classificável como noise electrónico. Mas não é o tipo de ruído sem sentido, pois a intervalos aparentemente irregulares a banda mistura novos loops, batidas, dissonâncias, sons de gotas a cair, berrarias incompreensíveis, etc. E isto arrasta-se em média por 8 a 10 minutos, ao longo do qual há um enorme e propositado aumentar de tensão. Poderia ser um Brian Eno chateado com a vida e drogado com LSD até cair para o lado, ou uns Atari Teenage Riot com Xanax no vodka, tamanha a fritura de ver isto ao vivo. Saí de lá quase surdo e feliz por assim estar.
Têm 2 albuns editados, Street Horrrsing de 2008, produzido por John Cummings dos Mogwai e o Tarot Sport de 2009, este com mãozinha de Andrew Weatherall (que já produziu e misturou para os My Bloody Valentine, New Order, Future Sound Of London, Happy Mondays, etc).
Foram amplamente aclamados pela crítica musical, nomeadamente a Pitchfork que lhes atribuiu cotações altíssimas (que verdade seja dita tem sido a minha referência para descobrir muita música boa de há 4 anos para cá, já que costuma acertar bem mais naquilo que gosto do que NME, Rolling Stone).
Na tournée do 1º album, acompanharam os Caribou pelos EUA. Julgo notar influências da banda que adorei ver no Paredes 2008 na composição sonora do 2º disco ,já que ao longo do disco o som é mais melodioso, com menos recurso a gritaria e riffs de guitarra brutais, utilizando ao invés mais sintetizadores e loops dançáveis sobre circunstâncias sociais ditas normais. A única música do 1º album que me arranca o pé do chão é a Bright Tomorrow, no caso do 2º, o album quase todo (excepções sendo a Phantom Limb e a Lisbon Maru). A Flight Of The Feathered Serpent que tocaram ontem parece uma épica celebração de vitória que poderia ter sido produzida pelos conterrâneos e gigantes da electrónica Underworld (autores da Born Slippy tornada famosa pelo Trainspotting). Melhor só o encore de 10 minutos com 1 música - Sweet Love For Planet Earth, música de abertura do 1º album que dá vontade de marrar com a cabeça contra a parede. Aqui o link para a gravação que fiz do encore. Qualidade de imagem está péssima devido à escuridão, mas o som está bastante aceitável.
Se curtem electrónica e fritaria rock como Mogwai e Godspeed You Black Emperor aposto que vão curtir isto também.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
FMM 2010

ALINHAMENTO COMPLETO DE CONCERTOS
28 de Julho (quarta-feira)
Em 2010, cabe a Vitorino e Janita Salomé, na companhia do Grupo de Cantadores do Redondo, iniciar o alinhamento de concertos com um espectáculo na quarta-feira, dia 28 de Julho, às 18h00, no Castelo. É um espectáculo que faz a sua estreia absoluta no FMM, com modinhas alentejanas reinventadas por António Lobo Antunes. É também a estreia dos concertos vespertinos no Castelo, que ao longo do FMM 2010 permitirão ao público desfrutar de uma das horas em que este palco tem maior beleza cénica, o cair da tarde, em espectáculos de entrada livre.
A Vitorino segue-se a banda luso-moçambicana Cacique ’97, que actua às 19h30, no palco da Av. Vasco da Gama, marginal da praia do mesmo nome. Uma das grandes revelações recentes da música feita em Portugal, Cacique’97 celebra a mestiçagem lisboeta através do cruzamento do afrobeat de Fela Kuti com várias tradições lusófonas.
Às 21h30, o palco do Castelo recebe o projecto Nat King Cole en Espagnol. Dirigido pelo saxofonista e director David Murray, figura central do jazz contemporâneo, celebra a veia latina da obra de Nat King Cole com a participação de um grupo de elite de músicos cubanos e da Sinfonieta de Sines, uma orquestra de cordas formada no seio da Escola das Artes de Sines. Trata-se de um concerto integrado no Programa de Regeneração Urbana de Sines.
Às 23h00, é a vez das nova-iorquinas Las Rubias del Norte, que fazem em Sines a sua estreia em palcos europeus. Com “Ziguala”, o disco que lançaram em Março, na bagagem, mostram a sua visão de como seria hoje a expressão global da música se a revolução do rock n’ roll não tivesse derrubado o poder latino de meados do séc. XX.
Na melhor tradição da MPB, em diálogos com o reggae e a música electrónica, Céu é uma estrela da nova música brasileira, aclamada pela crítica e responsável pela melhor posição de um artista brasileiro na tabela principal da Billboard desde Astrud Gilberto, nos anos 60. Às 00h30, mostra no palco do Castelo o seu novo disco, “Vagarosa”.
O primeiro dia de música termina na praia, no palco da Av. Vasco da Gama, às 02h30, com Novalima, projecto peruano que junta um grupo de músicos da nova geração aos melhores músicos tradicionais da comunidade negra para trazer para as pistas música de dança assente na rica herança afro-peruana. É uma estreia em Portugal.
29 de Julho (quinta-feira)
Na quinta-feira, 29 de Julho, o concerto vespertino do Castelo (18h00) traz-nos tango. O quinteto argentino 34 Puñaladas regressa a Sines para apresentar “Bombay Bs.As.” (2009), um dos discos do género mais aclamados dos últimos anos.
A seguir, com o sol ainda a pôr-se no horizonte, o público desce à praia para ouvir o finlandês Wimme. Revelação dos “charts” europeus de música do mundo em 2010, com o disco “Mun”, o “joiker” Wimme Saari e o seu grupo transportam para o palco da Av. Vasco da Gama o poder xamânico do canto do povo Sami, num concerto marcado para as 19h30. Estreia nacional.
A segunda noite de música no Castelo arranca às 21h30 com uma grande diva das músicas do mundo. Considerada uma das melhores cantoras do Médio Oriente, a israelita Yasmin Levy promove o encontro entre a música de tradição judaico-espanhola e o flamenco. O repertório do seu último disco, “Sentir” (2009), estará em evidência.
Às 23h00, é a vez de uma aposta do FMM 2010, o projecto de fusão N’Diale, onde o quarteto do violinista Jacky Molard, um dos maiores músicos bretões, se junta ao trio da cantora maliana Founé Diarra num espectáculo acústico de excelência. O disco de estreia, que tem o nome do projecto, foi lançado em Março, e será a base do espectáculo. Mais uma estreia em Portugal.
Às 00h30, sobe ao palco uma banda que marca a música popular dos últimos 35 anos. Grupo de vanguarda do pós-punk e, numa segunda vida, fundadores do movimento alt-country, os britânicos The Mekons são conhecidos pelas suas grandes apresentações ao vivo e este concerto já deverá trazer canções do seu 27.º disco, a lançar nos próximos meses.
Como de costume, a música acaba na praia, às 02h30. Do Texas para o mundo, Grupo Fantasma, a mais subversiva orquestra latina da actualidade, “versão séc. XXI do groove latino” (Boston Globe), faz a festa com a sua mistura explosiva de “latinidad”, jazz, funk e rock psicadélico, bem patente no seu quinto disco “El Existencial”, que editaram em Maio. É a primeira vez que actuam em Portugal.
30 de Julho (sexta-feira)
Sexta-feira, dia 30, a música começa com Kimi Djabaté, às 18h00, no Castelo. Um dos artistas emergentes do circuito das músicas do mundo, o cantor e guitarrista guineense sobe ao palco com o disco “Karam” na mão para demonstrar por que está a conseguir colocar a Guiné-Bissau na 1.ª divisão do panorama competitivo da música de tradição mandinga.
Responsável por “Music Maelström”, um dos discos surpresa de 2010, a jovem artista francesa Dorothée (que tem no anagrama The Rodeo o seu nome artístico) apresenta, às 19h30, no palco da praia, uma reinterpretação muito pessoal da grande tradição musical norte-americana.
Às 21h30, no Castelo, o guitarrista nova-iorquino Dan Kaufman e a sua banda Barbez, formada em 1997 por músicos com um percurso no jazz, no rock e na música clássica, oferecem um espectáculo com música de ambientes nocturnos que busca inspiração em referências tão diferentes quanto Kurt Weill, Black Sabbath e Godspeed You! Black Emperor.
Considerada a melhor artista asiática nos prémios da BBC Radio 3 em 2008, Sa Dingding é uma das vozes mais importantes da música chinesa contemporânea com raízes na tradição. O álbum que a traz ao FMM, “Harmony” (2009), centra-se na relação entre os homens e a natureza e junta as raízes chinesas com a música electrónica. A descobrir a partir das 23h00.
Os tuaregues malianos Tinariwen hipnotizam o Castelo às 00h30. Superando Bob Dylan, Animal Collective e Grizzly Bear, entre outros, para conquistar o prémio da revista Uncut para melhor disco de 2009, “Imidiwan”, a mais genial banda do deserto do Sahara faz a síntese entre as músicas da África Ocidental e do Magrebe, o rock e os blues.
A noite continua às 02h30, na praia, com mais uma estreia nacional. Formado por quatro músicos brasileiros a viver em Nova Iorque, o grupo Forro in the Dark abriu os horizontes do forró nordestino, cruzando-o com o dub, o indie rock, o funk e outras músicas para produzir um som que já é um fenómeno global. O disco “Light a Candle” (2009) é o prato forte.
Às 04h00, o palco da praia encerra com o trio de DJ’s português Bailarico Sofisticado, conhecido pelos seus “sets” eclécticos, onde as músicas do mundo dialogam sem complexos com outras vertentes da música popular, numa presença que é já habitual nas noites de dança do FMM. A DJ Selecta Alice é sua convidada em 2010.
31 de Julho (sábado)
O último dia do FMM 2010 começa no Castelo, às 18h00, com Guadi Galego. Autora de “Benzón”, vencedor do prémio de disco folk do ano nos prémios Opinión da Música, em 2009, a antiga cantora dos Berrogüetto, grupo de referência da folk europeia, é a grande voz galega da nova geração.
Na praia, o concerto das 19h30 é especial. Mistura de ritmos tradicionais do povo Fataluku, clássicos da resistência, reggae, rap, funk e rock, Galaxy é o grupo mais importante da música moderna timorense e faz a sua estreia portuguesa e europeia em Sines, com o alto patrocínio da Presidência e do governo de Timor-Leste.
Uma das maiores “cantaoras” da história do flamenco, par de Manuel Molina no duo mítico Lole y Manuel e no arranque do movimento Novo Flamenco, Lole Montoya apresenta no FMM o seu projecto a solo, no Castelo, a partir das 21h30. “Metáfora”, o seu disco mais recente, nomeado para um Grammy latino, é a base do alinhamento. Estreia em Portugal.
Às 23h00, o maliano Cheick Tidiane Seck, o maior teclista da música africana, além de um excelente cantor e guitarrista, junta-se a Mamani Keita, uma das melhores vozes do seu país, numa fusão entre as raízes mandingas e a música afro-americana, do jazz à música soul e ao hip-hop. O disco “Sabaly” (2008) é o ponto de partida do espectáculo.
Às 00h30, o Castelo recebe, mais do que um concerto, um acontecimento. Formado por músicos de rua paraplégicos, o grupo congolês Staff Benda Bilili, Prémio Womex 2009, é uma das grandes revelações da música africana da última década. Considerado o grupo do ano pela revista Songlines, apresentam em Sines as canções de “Très Très Fort”, o melhor disco editado em 2009 na opinião das publicações de referência fRoots e Mojo. Estreia nacional.
A apoteose de Staff Benda Bilili prolonga-se no palco da praia. Depois de ter acolhido nomes como Black Uhuru feat. Sly & Robbie, The Skatalites e Lee ‘Scratch’ Perry, o FMM prossegue a sua história ilustrada do reggae, às 02h30, com U-Roy, o expoente máximo do “toasting”, o estilo artístico de DJing que o colocou entre os grandes da música da Jamaica.
Ainda na praia, às 4h00, o projecto luso-angolano Batida, nascido no seio do colectivo Radiofazuma, leva a dança até ao sol nascer. O milagre mais recente da produção afro-lusitana, Batida traz para o século XXI a melhor música angolana dos anos 60 e 70 e proporciona o encerramento perfeito para o 12.º Festival Músicas do Mundo.
Os bilhetes para as noites de música no Castelo (a partir das 21h30) custam 12,5 euros por dia, com opção de aquisição de passe de 40 euros para os quatro dias. Todos os concertos na Av. Vasco da Gama são de entrada livre, o mesmo acontecendo com os quatro concertos das 18h00 no Castelo.
Mais informações: www.fmm.com.pt
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Um Funeral a Chuva

Filme tuga, comédia.
Não é nada de especial, chega mesmo a roçar o mau, mas da para arrancar meia dúzia de gargalhadas e divertir um bocado.
Agora a parte que interessa, a banda sonora:
Nota-se que houve algum cuidado na sonoplastia deste filme, e os temas escolhidos encaixam muito bem. Entre eles há uma música propositada para o efeito dos Norton, há Sean Riley and the Slowriders, e ainda dois temas do projecto anglo-sueco Fanfarlo, - ainda só têm um álbum chamado Reservoir, na imagem - que há uns tempos eram mais uma banda "daquela música do anúncio dos telemóveis".
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Prova Oral - Medina Carreira
O programa pode ser ouvido/ sacado aqui.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
the XX - Crystalized (Amsterdam)
Ora então vejam lá AQUI
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Gonks Go Beat

Gonks Go Beat é um filme série b, de 1965, dos Graham Bond Organization. É uma comédia rock bem aparvalhada, com alguns nomes interessantes, sobretudo no que toca a percursão. E neste campo os GBO estavam bem servidos, pois tinham o Ginger Baker com eles (viria a ser o baterista dos Cream).
Uma das melhores cenas do filme é o solo de bateria; quem carregar na imagem pode vê-lo no YouTube.
