sexta-feira, 29 de julho de 2011

Peter Gabriel - Scratch My Back


Há tempos encontrei na net uma versão do Peter Gabriel da My Body Is a Cage dos Arcade Fire. Está muito boa, tem um registo mais pesaroso e orquestrado que o original. Causa-me mais ou menos a mesma sensação que a Hurt tocada pelo Johny Cash.

Mais ou menos na mesma altura vi o final da série Scrubs, que considero dos melhores finais de uma série para TV (fizeram uma 9ª temporada mas é um esterco). Para efeito dramático é utilizada a Book of Love interpretada também pelo Peter Gabriel, original do excelente 69 Love Songs dos Magnetic Fields.

Aqui o vídeo. Para quem não é fã da série, a Book Of Love começa aos 5:29.

Hoje tenho estado a reorganizar a minha biblioteca de música e encontrei o albúm da qual essas 2 versões são retiradas. Chama-se Scratch My Back e conta também com versões da Street Spirit dos Radiohead, da Heroes do David Bowie, da Flume de Bon Iver entre outras.

É sem dúvida dos melhores álbums de tributos que tenho ouvido.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Thurston Moore - Demolished Thoughts


Novo álbum de Thurston Moore, para desanuviar dos feedbacks e das distorções dos Sonic Youth. Aliás, este álbum é praticamente anti-Sonic Youth (não no sentido de ser contra os SY, mas no sentido de ser praticamente o contrário). Talvez tenha a ver com a idade ou com os novos tempos ou porque quer fazer coisas novas ou para explorar outras vertentes da sua criatividade ou apenas porque pode.

Musiquicas bem compostas e arranjadas (nota-se que o Beck andou aqui a fazer uma limpeza), sossegadas que ficam bem com um chá verde, biscoitos de manteiga caseiros enquanto chove chuva lá fora. Mas também é giro no Verão, sobretudo se for de noite numa sala como a Aula Magna com o tipo lá a frente a tocar... isso é que era!

Para meter rótulos (para os mais novos, "tags"): new american folk, indie (pois claro!), Nick Drake, Sun Kil Moon, Josh Ritter e semelhantes. Só coisas boas!

Já agora, enquanto estava a escolher uma música de exemplo, apareceu-me um belo momento 90s. Trata-se de uma pequena entrevista que o então jovem Beck (o produtor deste album) deu há 17 anos atrás a... Thurston Moore!

Entrevista

Como amostra, por nenhuma razão em particular, escolhi a Benediction

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Brad Sucks - Out of It





Esta one man band traz músicas bem agradáveis para nos acompanhar nos headphones enquanto vagueamos por aí. Desde o inicio do ano que ouço e continua a estar nas primeiras escolhas do leitor de Mp3. Recomenda-se.

(E com isto termino a trilogia de posts que elucidam sobre o que já conheci durante o ano de 2011)

Crystal Fighters - Star of Love



Do país basco chega uma banda que mistura folk, gipsy, indie rock, electro e dubstep. Definitivamente das melhores e mais variadas coisinhas que já ouvi este ano. Este disco é mesmo muito bom. Deixo um link para o videoclip da musica de apresentação aqui. (mas não deixem de ouvir o álbum na íntegra, que é muito variado)

Old Growth - Out Of The Sand And Into The Streets




Ora bem, então isto é uma banda constituída por antigos membros de bandas Hardcore, que aqui trazem um álbum cheio de riffs sonantes e vocais completamente desafinados mas muito perceptíveis (isto com violinos à mistura e tal). Eu gosto muito, mas geralmente gosto de coisas diferentes e algo difíceis de descrever.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Foo Fighters - Wasting Light

Bom antes demais peço desculpa por só colocar isto com cerca de 1 mês de atraso em relação à data de lançamento...

Não há mais nada a dizer sobre uma das bandas que vem ao Alive este ano.

Tracklist:

01 Bridge burning
02 Rope
03 Dear Rosemary
04 White limo
05 Arlandria
06 These days
07 Back & forth
08 A matter of time
09 Miss the misery
10 I should have known
11 Walk

A banda disponibilizou todo o cd tocado ao vivo

Videoclips até agora
White Limo

Rope

Um comentário final fica reservado para o novo filme sobre a banda:
foo fighters - back and forth

Disponível perto de si!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

6 - Ode ao Dia


Por vezes, mais próximo do que julgamos, surgem projetos que tanto de solitários como de corajosos nos conseguem surpreender.
Uma miscelânea de sons, de influências, ideias, melodias, e, escondida nas cortinas de som, a vontade de apresentar e partilhar uma visão, transportando a língua portuguesa por novas sonoridades e estilos para contar a sua própria estória, é um EP que merece ser explorado, e os detalhes apreciados.
Por enquanto o projeto conta apenas com um elemento, e procura pessoas com quem partilhar e divulgar esta ideia.

O download deste EP (e toda a informação essencial sobre o projeto) está diponível gratuitamente na página oficial.

sábado, 16 de abril de 2011

Junip


Aqui uma das bandas que vai actuar no Super Bock Super Rock 2011 no dia 15 de Julho. Chamam-se Junip, e pelo menos um dos elementos deste blog conhece. O colectivo sueco é composto por José González, Elias Araya e Tobias Winterkorn.

Possivelmente já ouviram o trabalho a solo de José González, que ficou bastante famoso ao fazer a banda sonora de um anúncio da Sony com uma cover da Heartbeats dos também suecos The Knife (aqui a versão original).

Têm ao todo 3 EPs desde 2005 e 1 album de 2010, o Fields.

O som é bastante tranquilo e low fi, um pouco mais upbeat que o trabalho a solo de González. Por vezes lembra-me Zero 7. Especialmente adequado na minha opinião para um cartaz do tipo do SBSR deste ano, ideal para apreciar num estado de espírito moderadamente alterado e feliz.

Aqui 2 canções da banda que estão no tubo:


In Every Direction que tem sido a minha música mais ouvida nestas últimas 2 semanas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cinco cantautoras de África, Europa e América confirmadas no FMM Sines

As novas confirmações do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011, que acontece em Sines em Julho, são no feminino: cinco cantautoras oriundas de África (Manou Gallo, Nomfusi e Nathalie Natiembé), Europa (Mercedes Peón) e América (Luísa Maita).

A primeira a subir ao palco do Castelo de Sines, no dia 24 de Julho, é a brasileira LUÍSA MAITA, uma das mais fortes apostas recentes da Cumbancha, editora de referência na área das músicas do mundo. Nascida em São Paulo em 1982, filha de pai sírio e mãe judia, faz música assumidamente urbana tendo o samba e a bossa nova como principais fundações artísticas. O seu álbum de estreia, “Lero-Lero”, foi lançado em 2010 e figurou na lista dos melhores discos do ano de várias publicações, incluindo a revista Veja. A sua presença em Sines é uma estreia em palcos portugueses.

MERCEDES PEÓN, natural da Galiza, é um das artistas mais carismáticas do circuito da “world music”. As suas primeiras influências foram os cantos tradicionais das mulheres da Costa da Morte, com os quais aprendeu e os quais ensinou. Gravou o seu primeiro disco, "Isué", em 2000. Seguiram-se "Ajrú" (2004) e "Sihá" (2007), numa evolução para o registo electroacústico, que culmina em "Sós" (2010), o seu trabalho mais vanguardista, que nos últimos meses tem ocupado o 1.º lugar nos “charts” europeus de “world music”. Compositora, cantora, multi- instrumentista, enche sozinha o palco no Castelo, no dia 27 de Julho.

Também no dia 27 de Julho, actua MANOU GALLO. Natural da Costa do Marfim, apaixonou-se pela música pela via da percussão, tocando desde muito cedo os “tambores falantes”, tipo de percussão usado nos rituais do povo Djiboi. No início da idade adulta, começou a interessar- se pelo baixo, que em 1997 a levaria à Bélgica, para integrar o grupo Zap Mama. Desenvolve uma carreira a solo, como cantora, baixista e percussionista, desde 2001, tendo já gravado três discos: “Dida” (2002), “Manou Gallo” (2006) e “Lowlin” (2009). Na sua música, junta a tradição do seu país a influências de soul, funk e blues. É acompanhada em concerto pela Women Band, constituída por músicos belgas.

NOMFUSI, jovem estrela da música sul-africana, está no Castelo na noite de 28 de Julho. Nascida numa “township” (bairro pobre exclusivamente habitado por não brancos), Nomfusi começou a cantar na igreja, onde foi descoberta e ganhou uma bolsa de estudo para estudar canto e composição na Cidade do Cabo. “Kwazibani”, o nome do seu disco de estreia, lançando em 2009, lembra o nome de sua mãe, morta com sida quando Nomfusi tinha 12 anos. A sua identidade musical situa-se entre o jazz sul-africano, o R&B e o Motown clássico. É acompanhada pela banda The Lucky Charms, formada por músicos das “townships”. Estreia-se em Portugal no FMM.

NATHALIE NATIEMBÉ, natural de Reunião, ilha francesa no Oceano Índico, actua no Castelo na noite de 30 de Julho. Inscrita na tradição do “maloya”, um dos estilos principais da música da ilha, com raízes na cultura dos escravos, Nathalie cria canções com letras em francês e em crioulo, onde também se deixam entrever influências da “chanson” francesa, jazz, blues, reggae e várias músicas africanas. Chega a Sines com três discos gravados: “Margoz” (2001), “Sankèr” (2005), classificado com a nota máxima, Choc, do suplemento musical do Le Monde – e “Karma” (2009). A sua voz, usada a cappella ou acompanhada por um grupo instrumental reduzido, é o seu trunfo principal. É mais uma estreia em Portugal.


NOTA À IMPRENSA

terça-feira, 22 de março de 2011

Desert Slide, Mamer, Ayarkhaan e Shunsuke Kimura x Etsuro Ono representam a Ásia no FMM Sines 2011

Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble “Desert Slide” (Rajastão - Índia), Mamer (China), Ayarkhaan (República da Yakutia – Rússia) e Shunsuke Kimura x Etsuro Ono (Japão) são as quatro novas confirmações do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011.

VISHWA MOHAN BHATT & THE DIVANA ENSEMBLE “DESERT SLIDE” (Rajastão – Índia)

No dia 28 de Julho, o Castelo acolhe o projecto “Desert Slide”, que junta Vishwa Mohan Bhatt, um dos maiores mestres da slide guitar, e o grupo cigano Divana Ensemble.

Primeiro aluno de Ravi Shankar, Vishwa Mohan Bhatt é um dos músicos indianos mais reconhecidos no mundo. Compositor e improvisador de excelência, criou o seu próprio instrumento, a “Mohan Veena”, um cruzamento de vários instrumentos de cordas indianos com a slide guitar norte-americana.

Venceu o Grammy para Melhor Disco de World Music em 1994, com o CD “A Meeting by the River”, em parceria com Ry Cooder.

Encontra-se nomeado para o prémio de melhor colaboração intercultural nos prémios Songlines 2011 pelo seu disco "Sleepless Nights on World Village", com Matt Malley.

Originário, como Vishwa, do Rajastão, o maior e mais desértico estado da Índia, o quinteto cigano The Divana Ensemble inscreve-se na tradição das antigas castas de músicos dos rajás. É composto por Anwar Khan Manganiar (voz), Prithviraj Suresh Mishra (tablas), Gazi Khan Barna (kartâl - percussão), Feiruz Khan Manghaniyar (dholak - percussão) e Ghewar Khan Manghaniyar (kamanchiya – instrumento de arco).


MAMER (China)

Mamer é um dos artistas mais originais e influentes da nova música da China, um trovador na tradição folk.

Nascido e criado na província de Xinjiang, busca inspiração na cultura dos pastores nómadas de etnia cazaque que vivem naquela região do noroeste da China.

O seu álbum de estreia, “Eagle”, editado em 2009 pela Real World, combina elementos tradicionais, folk e rock.

As canções do seu repertório, provenientes no folclore local e originais de Mamer, são cantadas com uma voz grave inconfundível e acompanhadas de forma virtuosa na guitarra, no “dombra” (alaúde dos povos cazaques da Ásia Central) e noutros instrumentos tradicionais.

Mamer, que esteve programado para o FMM 2009, mas não chegou a actuar devido a problemas de vistos, sobe ao palco do Castelo na noite de 23 de Julho.


AYARKHAAN (República da Iacútia – Rússia)

O trio feminino Ayarkhaan recupera a tradição musical da Iacútia (ou Sakha), república asiática da Federação Russa.

Formado em 2002, é composto por Albina Degtyareva, Yuliana Krivoshapkina e Olga Podluzhnaya, cantoras e intérpretes de “khomus”, um tipo de berimbau metálico tocado com a boca, instrumento nacional usado pelos xamãs nos seus rituais.

Utilizam o estilo de canto gutural "d'ieretii", semelhante ao utilizado por coros búlgaros e russos.

Proveniente de uma das mais desoladas e espectaculares paisagens do mundo, entre a estepe e o Árctico, a música de Ayarkhaan inspira-se nos poderes da natureza, figurando, nalguns momentos, o som do vento, dos cavalos, dos pássaros e outros sons naturais.

O concerto de Ayarkhaan no Castelo de Sines realiza-se na noite de 29 de Julho.

SHUNSUKE KIMURA x ETSURO ONO (Japão)

O projecto Shunsuke Kimura x Etsuro Ono explora as qualidades do “Tsugaru Shamisen”, um estilo virtuoso, com forte componente percutiva, de tocar o shamisen, instrumento de três cordas omnipresente na cultura do Japão.

Formado em 2008, o duo é constituído por Shunsuke Kimura (que além de Tsugaru Shamisen, toca flauta “fue” e percussões) e Etsuro Ono (Tsugaru Shamisen e percussão).

Shunsuke Kimura nasceu em 1969 e é um dos mais aclamados compositores e intérpretes de instrumentos tradicionais japoneses. Etsuro Ono, nascido em 1972, estudou “Tsugaru

Shamisen” na prefeitura de Aomori, no norte da ilha de Honshu, o coração deste género musical, e tem desenvolvido um trabalho consistente com diversas companhias de teatro.

Premiados pela qualidade da sua inovação na música tradicional, Kimura e Ono levam o Tsugaru Shamisen a extremos de dinamismo e improvisação, em concertos em que a energia libertada transcende em muito os recursos aparentes do instrumento acústico.

Actuam no Castelo de Sines na noite de 28 de Julho.


VÍDEOS DOS GRUPOS

Desert Slide: http://www.youtube.com/watch?v=xIb1M1sp4tI

Mamer: http://www.youtube.com/watch?v=dloDUzRe1Yc

Ayarkhaan: http://www.youtube.com/watch?v=gNoYD0X_b0Q

Kimura x Ono: http://www.youtube.com/watch?v=XKbfjk_dz_4


(NOTA À IMPRENSA)