... de facto faz juz ao nome. Acaba por ser um conjunto de músicas que ficam na sombra, que muito provavelmente ficaram esquecidas e perdidas, que calhando nem terão representação em palco.
Mas são muito boas!! 4 canções, digamos que um presente, para aqueles meninos bem comportados que gostaram do albúm Invaders Must Die.
Se realmente és um desses, ouve, vale a pena, vais gostar. Se não achaste grande piada, não sei se valerá muito a pena!
Indie-Folk trabalhado e produzido, bastante melódico, quer a nível instrumental como vocal. São ingleses e este é o primeiro álbum (único até agora), que custou a sair. Aproveitaram a tendência, e juntaram o pop com mais qualquer coisa, seguindo a receita de coisas tão giras como o Fleet Foxes por exemplo.
Descobri esta banda numa qualquer notícia do Jornal da Noite da SIC. Trata-se de uma banda de Heavy Metal, cujo vocalista é um velhote ,de barba e cabelo comprido, tento a particularidade de também ser um monge Franciscano. O seu fascinio pelo estilo teve origem após assistir a um concerto dos Metallica e também chegou a abrir para os concertos de Iron Maiden na última tour que passou por Itália. Actualmente a banda já não existe, mas vale a pena dar uma espreitadela, nem que seja pela curiosidade.
Há gajos que têm classe. Mesmo muita classe! Tom Waits claramente que é um deles. Não vou divagar sobre a vida e obra dele, não é esse o propósito deste post. O propósito é mostrar mais uma situação onde a criatividade e imaginação estão tão bem representados. Porque Tom Waits não é só música melancólico-depressiva, não é apenas música para estar as 3 da manhã sozinho num bar refundido a beber whisky - e ainda assim, haverá banda sonora melhor para esta imagem!?
Tom Waits é também humor. Sobretudo humor escurecido, rouco, solitário, um humor irónico à vida (a melhor maneira de celebrá-la!), humor... simples!
Um salto um bocado para o lado: a melhor maneira de conhecer um músico na sua pessoalidade é a partir da comunicação social. É normal esta curiosadade, os artistas sabem disso, muitos exploram-na irritantemente. Muitos outros dão-se conhecer a partir de programas da televisao ou de rádio, revistas, jornais, ou conferências de imprensa. E é aqui que os parágrafos convergem, numa conferência do Tom Waits...
Os Black Lips são uma banda de rock dos Estados unidos. Têm uma abordagem impulsiva e despreocupada de cada vez que se metem num estúdio para gravar canções, e uma postura provocadora e disruptiva em todos os sítios que param para tocar a sua música. Por dizer fica tudo o que os torna num verdadeiro ícone do século XXI, o estilo que detêm é deles e só deles, e é prensado na energia avassaladora e festiva que caracteriza o que de mais essencial se faz no rock. Hoje em dia soa tudo a uma influência de uma influência, e o que se destila ao longo do LP Good Bad Not Evil é um recomprimir de uma inspiração demasiado frenética, segura de si e cansada de preocupações musicais para pararmos e sentirmos qualquer tipo de cansaço. É música bem temperada, de laivos pessoais e emocionais: amadorismos genuinamente brilhantes.
Vêm apresentar o novo álbum 200 Million Thousand de 2009, esta semana em Portugal.
Concerto dia 11 de Novembro 10€: Caixa Voz do Operário (com The Sticks).
Descubram como iam sendo presos na tour que fizeram pela Índia:
Fiquei radiante quando avistei estes "senhores" numa rúbrica deste site. Não vale a pena dispor aqui de muita informação dado que a música que vocês vão ouvir de seguida vai falar muito por si. No entanto, posso atrever-me a debitar aqui algumas notas soltas, para vocês terem em mente agora, neste momento, antes de ouvirem pela primeira vez estas crianças a tocar. No momento em que ouvirem a música em si, penso que o que estou a dizer aqui pouco ou nada vai importar.
- A média de idades dos membros da banda não deve chegar aos 17 anos. - O primeiro ep deles chama-se "Kamehamehameha". - Ainda não acredito que uma vocalista assim existe. - A meu ver, seguem linhas musicais (perdoem-me as possíveis comparações) de Battles, Deerhoof e Liars.
Ok, agora vejam com atenção, vençam a estupefacção e comicidade inicial - por muito que estas durem - e espero que se divirtam tanto como eu me diverti a ouvir uma música tão pura, enérgica, e inovadora como esta.
O característico rock português dos anos 90 estava instaurado, e as (então) jovens bandas decidiram prestar a sua homenagem a José Afonso, num álbum duplo repleto de versões. Lembrei-me dele porque ouvi hoje o Sérgio Godinho a dizer que era excelente mas que infelizmente estava a ser esquecido, que estava fora dos circuitos comerciais. Pois bem, cá estamos a mantê-lo na memória! Essa conversa do músico, na Ant3na, veio a propósito de uma outra homenagem hoje prestada a João Aguardela (Sitiados, Megafone, Naifa e outras coisas entremeadas), no CCB, num espectáculo intitulado Megafone5. Aproveito para deixar aqui o link para quem quiser adquirir os 4 Megafones originais, em mp3 uma parte bastante interessante da obra de João Aguardela.
As escolhas de Devendra Banhart em 2004, numa compilação para a Arthur Magazine, que é uma especie de compêndo do estilo New Weird America. Estão por cá Joanna Newsom, Iron & Wine, CocoRosie, e o próprio Devendra, que é também o autor da capa.
Não sou lá grande fã de mashups, mas volta e meia lá me aparece um à frente (e às vezes até tento fazer os meus, mas sem grande sucesso) e acabo por ouvir, com algum esforço. Mas hoje apareceu-me um que achei muito bom mesmo, e está disponivel para download gratuito em mp3 aqui.
Foi feito por um tipo que aparentemente passa a vida a fazer coisas estas, pelo menos a avaliar pelo myspace dele, onde podem ouvir esta e outras músicas.
UPDATE: este tipo tem coisas bastante engraçadas, até bem feitas! O Brazilian Star Wars é altamente recomendado!
3 anos após o lançamento de "Masquerade", o alter-ego de Paulo Furtado, Legendary Tiger Man, regressa a cena musical com um novo álbum, tratando-se este de um ambicioso projecto de duetos muito no feminino, com nomes tão nossos conhecidos como Peaches, Rita Redshoes, Asia Argento, Maria de Medeiros, entre outras. A já habitual guitarra Blues a que Tiger Man nos tem habituado, lado a lado com vozes femininas e versos contagiantes, fazem deste um album com uma energia bastante poderosa. Somos então presenteados com um óptimo albúm, mas não apenas isso, trata-se também de um album que honra sobretudo a mulher, a feminidade, a deusa Vénus, quer na capa, quer em cada uma das faixas que o compõem. Paulo Furtado está de Parabéns.
sábado, 24 de outubro de 2009
The XX - XX
Isto há nomes do Diabo. Pois é, mas como não são os nomes que fazem as pessoas, mas sim as pessoas que fazem os nomes, gosto disto! É um album que vale a pena ouvir integralmente (também se não fosse não o metia aqui..) . A sonoridade é bastante minimalista e ritmada, com melodias interessantes, uma voz feminina, e uma guitarra eléctrica a realçarem-se. Gostei muito, já ouvi algumas vezes seguidas, recomendo para começar a audição da faixa 3 - Crystalised .
Isto do José Mário Branco com o Sérgio Godinho já vem de longe: desde os tempos do Charlatão!
Em 2003 saiu O Irmão do Meio, duetos de Sérgio Godinho com gente convidada (como se vê bem na capa) de temas originais, mais ou menos antigos, do Sérgio. Claro que o José Mário Branco tinha que estar cá, a tocar uma daquelas da revolução: Que Força é Essa, original de 1971. Nesta versão dueto, o convidado é também o dono da produção e arranjos; de outra maneira não podia ser: há um artista maior, paralelo, mas naturalmente menos conhecido do grande público, como produtor. Em tempos esteve por trás de algumas das mais célebres músicas de Zeca Afonso, e ainda hoje produz outras bandas, músicas para séries de televisão e teatro.
Sérgio Godinho + José Mário Branco - Que Força é Essa:
(A avaliar por esta imagem, Sérgio Godinho foi facial e capilarmente influenciado por Neil Young!)
Ainda no José Mário Branco, num registo já clássico, o álbum e música que o tornaram mais conhecido do grande público, título "roubado" a Camões. Já que estamos nos clássicos, é cliché mas obrigatório falar do FMI.
José Mário Branco - Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades:
Este é o último álbum de originais até agora do José Mário Branco. A crítica social, o humor e as composições... excelente! Como diz a capa, teve as participações de Fausto e Sérgio Godinho. Aliás, foi aqui que a ideia de um concerto em conjunto do trio no mesmo palco nasceu.
"And now ladys and gentlemen, the one and only, Jose Mario Branco..."
A febre dos Guitar Hero's está-se a alastrar até à exaustão! É aproveitar enquanto vende! Em Novembro (mesmo a puxar para o Natal) é a Lego que também vai mandar cá para fora a sua versão do jogo. Na Wikipedia já esta a informação toda.
Ainda nas compilações, no final do ano passado saiu uma com vários duetos de artistas portugueses com originais para a UPA - Unidos Para Ajudar, com fins para beneficiencia. Também aqui aparece o José Mário Branco, com os Mão Morta, assim como o Sérgio Godinho em dueto com a Xana dos Rádio Macau. Já agora, como ponte para o post anterior, de assinalar JP Simões com Rodrigo Leão. Esta edição estava a venda também na FNAC (exclusivamente penso eu) pela quantia de 10€. As canções foram saindo ao longo do ano, algumas delas foram passando por essas rádios fora (na Radar por exemplo), como os Xutos e Pontapés com os Oioai ou Jorge Palma com os Clã. Na altura andou esgotado (era altura do Natal...) e hoje em dia não sei se ainda se encontra à venda, ou se foi apenas um lançamento sazonal.
A propósito dos concertos do José Mário Branco com o Fausto e o Sérgio Godinho, lembrei-me que há muita música portuguesa que estes senhores criam, criaram, ajudaram a criar e influenciaram. Em particular o José Mário Branco. Não vale a pena divagar sobre a vida e obra dele, para isso existe a Wikipedia. Prefiro antes falar, ouvir e dar a ouvir amostras da sua arte, daquilo que o tornará conhecido até, pelo menos, a próxima época glaciar. É assim que chegamos a um grande influenciado, JP Simões, e, aproveitando a deixa, uma excelente compilação promovida pela FNAC em 2005, distribuida gratuitamente e por isso desapareceu num instante e hoje em dia é dificil de encontrar. Consiste em agrupar musicos portugueses e pedir-lhes para fazerem versões, e nem de propósito, começa o José Mário Branco a cantar O que Será (à Flor da Pele), e termina com o projecto efémero do Zé Pedro dos Xutos que, no ano seguinte, foi apresentado em Paredes de Coura, com o tema Call Up. Pelo meio temos versões de temas dos Ornatos Violeta, Velvet Underground, Wim Wenders, Buffalo Springfield, etc. E claro, foi aqui que apareceu o JP Simões a cantar a inquietação, do JM Branco, tema posteriormente incluido no álbum 1970.
Tem-se falado neste concerto aqui no blog, e recebi há pouco um mail da reitoria da UL a dizer que têm 50 bilhetes para oferta.
"Oferta de bilhetes aos estudantes da UL Peter Murphy
SÁBADO, 31 OUTUBRO | 21h30 | AULA MAGNA
Apesar de ser um dos grandes senhores da música independente, quando se fala de Peter Murphy é impossível separá-lo do seu percurso com os míticos Bauhaus, ainda uma das maiores referências no meio alternativo.
Peter Murphy vem agora apresentar o seu mais recente trabalho, “Secret Covers”, numa versão mais intimista do que tem vindo a ser hábito.
Bilhetes para os estudantes da Universidade de Lisboa A Reitoria da UL, em parceria com a PortoEventos, oferece 50 bilhetes a alunos da Universidade de Lisboa, na acção que desenvolve para promover a vivência cultural dos seus estudantes, a levantar a partir de 27 de Outubro, às 10h30, na Reitoria - Divisão de Actividades Culturais e Imagem. A apresentação do Cartão de Estudante é obrigatória.
Bilhetes para o restante público Doutorais: 35 euros; Primeiro Anfiteatro: 30 euros; Segundo Anfiteatro: 25 euros."
O nome em português soa um bocado mal... mas a ideia era fazer o trocadilho com "murder" (e aliás é murder que se diz). São uns dos primeiros grupos só de negros a fazer rock, dado que nesta altura estes conjuntos eram quase exclusivos da Motown. Há muito de "blackspoitation" nesta banda, mas isso não lhes tira o virtusismo. Este álbum é um 2 em 1: são os 2 primeiros álbuns da banda, editados nos anos 60, numa compilação de 1995.
Alguns lembram-se dela como namorada de Jeff Buckley. Contudo, Joan Wasser possui um currículo invejável onde se contam actuações ao vivo e em estúdio com artistas como Lou Reed, Leonard Cohen, Rufus Wainwright e Anthony and the Johnsons, é uma artista que passou um pouco despercebida ao longo dos anos, mas que vale a pena 'descobrir'. Lançou este ano um álbum de versões chamado "Cover" que só pode ser adquirido nos seus concertos, e volta hoje a Portugal, passado um ano desde a última vez que cá esteve, para dar um concerto no Lux às 23h, os bilhetes custam 18€. Na lista de versões constam músicas como Fire (Jimi Hendrix), Baby (Iggy Pop), Sacred Trickster (Sonic Youth) e outras.